quarta-feira, 19 de agosto de 2009

(...)

"A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.

Nesse ponto sou abastado.

Palavras que me aceitam como
sou – eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas,

que puxa válvulas,
que olha o relógio,
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva


etc. etc.

Perdoai

Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas."





(Manoel de Barros)

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